Testemunho por: Edvaldo Menezes
- Min. Comunicação IBPG

- 15 de jul. de 2018
- 4 min de leitura
Atualizado: 16 de jul. de 2018
Sou Edvaldo Marques Dantas, nasci em 20/01/1963, casado com Adalgiza Mota M. Dantas e temos 4 filhos. A minha história começa no mês de fevereiro de 2011 em uma quarta feira, quando comecei a sentir pequenas dores na barriga e fui levado para o hospital onde a médica passou alguns medicamentos e exames (urina e sangue). Fui liberado e retornei para empresa e a noite fui para casa. No dia seguinte na quinta feira me sentia bem, apenas aguardando o resultado dos exames. Na sexta feira durante o trabalho comecei a sentir fortes dores na barriga e novamente me levaram para o hospital. Chegando ao local não consegui sair do carro sozinho, meu amigo que estava comigo naquele momento me pegou e levou imediatamente para a sala de atendimento. A médica de plantão era a mesma que havia me atendido anteriormente e já foi me cobrando os exames que fiz de urgência. No resultado dos exames não constava nenhum problema, mas eu continuava com as fortes dores, então resolvemos ir para o Hospital Geral de Camaçari (HGC) pois tínhamos uma amiga que trabalhava lá. Ao chegar neste hospital me colocaram na emergência e aplicaram medicamentos e soro e me liberaram para casa. As dores continuavam com menos intensidade, mas não conseguia dormir. O dia amanheceu e eu havia defecado somente liquido e não controlava mais nada. Precisava de um ultrassom, e um amigo descobriu que no Hospital Jaar Andrade realizava este exame. Então juntamente com meu irmão e meu amigo fomos para este hospital em Salvador. O caminho foi longo pois sempre que o carro passava em ondulações era um sofrimento por causa das dores. Chegando ao hospital fui atendido por uma médica muito simpática e prestativa que já foi solicitando um Raio X do tórax para ver como estavam alguns órgãos (todos estavam bem). A médica não sabia como proceder, então solicitou uma ultrassonografia urgente. Depois de realizado o exame foi dito que o médico precisaria me abrir. Então comecei a ficar triste, pegamos o resultado e retornamos para o HGC onde a nossa amiga trabalhava. Chegando lá fui para a emergência e logo após para o quarto. No domingo um médico pediu uns exames de sangue para ver o que realmente estava acontecendo. Quando o resultado saiu o médico decidiu que precisava de uma cirurgia de imediato. Enquanto me preparavam para a cirurgia entraram alguns médicos no quarto e fizeram teste de apendicite, apertando minha barriga e soltando de vez, e nessas horas as dores eram fortíssimas que chegava a chorar. Finalmente as 16:00hs entrei para o centro cirúrgico, e o médico começou a me dizer que estaria abrindo do umbigo para baixo na intenção de achar o problema (não localizando teriam que abrir todo). Na cirurgia eles acharam um pequeno buraco no intestino que estava jogando fezes para cavidade abdominal e rompeu também o apêndice o qual foi retirado. Acordei da cirurgia e um deles começou a me explicar que ficaria usando dreno de 4 a 6 meses e depois voltaria para fechar. Não gostei daquela situação e comecei a chorar (não havia mais jeito). Fiquei 5 dias no hospital e as primeiras noites eram vomitando um sumo verde e a cada vômito parecia que tudo ia se abrir.

Passaram-se os dias, recebi alta, fui para casa, fiz as dietas necessárias e fiquei bom (usando dreno). Depois de 4 meses voltei para fazer a cirurgia para reconstrução do intestino que faria entre o final de junho começo de julho. Mas depois de muita conversa a cirurgia foi antecipada para o dia 2 de junho de 2011. Precisei fazer alguns exames (colonoscopia e enema opaco). No dia 2 de junho compareci ao HGC e fizemos a cirurgia. Fiquei de repouso durante 7 dias e recebi alta no dia 9 de junho. Comecei a me alimentar adequadamente, mas durante a noite comecei a sentir dores e quando amanheceu percebi que saia sangue grosso e fezes pelos pontos. Precisei retornar ao hospital imediatamente e fiquei internado ingerindo apenas suco e água de coco em um copo de 200ml (51 dias nesta dieta). Em meio a essa dor as pessoas diziam que eu não sobreviveria, mas uma senhora apareceu naquele hospital e me disse aceite Jesus que você sairá daqui. Mas eu continuava com as dores e os médicos resolveram me abrir novamente e descobriram que estava tudo sujo de fezes por dentro, e uma parte do intestino estava colado na parede abdominal causando as fortes dores. Então os médicos começaram a limpar todo o meu intestino e tiveram esperança que tudo ia dar certo.Estava pesando 25 kg e só havia ossos em minha face. Mas nunca perdi a esperança, eu pensava na minha esposa e nos meus filhos. Então novamente aquela senhora apareceu no hospital e disse aceite ao Senhor Jesus e você sairá. Essas palavras começaram a tocar em meu coração e aceitei ao Senhor Jesus. Mas no dia 07/09 comecei a enfrentar uma nova situação (eu estava sentindo odor de fezes), retornei ao hospital para uma nova intervenção cirúrgica e precisei voltar a usar o dreno pois estava muito debilitado para fazer uma reconstituição. Finalmente no dia 15/09 recebi alta e retornei para casa, a onde fui acolhido pelos meus irmãos em Cristo Jesus. Utilizei o dreno quase 3 anos e em 2014 consegui fazer a reconstituição do meu intestino. Agradeço a Deus pela oportunidade que tenho de dividir o meu testemunho e de agradece-lo pela minha vida e salvação.



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